pode parecer piegas, mas eu adoraria fazer parte dele.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Inescrupulosamente Entre os Cacos de Vidro das Garrafas e o Temporal - pt. II
pode parecer piegas, mas eu adoraria fazer parte dele.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Inescrupulosamente Entre os Cacos de Vidro das Garrafas e o Temporal - pt. I
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O meu amor
O meu amor tem um jeito manso que é só seu, e que me deixa louca quando me beija a boca, a minha pele toda fica arrepiada. E me beija com calma e fundo até minh'alma se sentir beijada. O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos com tantos segredos lindos e indecentes. Depois brinca comigo, ri do meu umbigo e me crava os dentes.
Eu sou sua menina, viu? Meu corpo é testemunha do bem que ela me faz.
O meu amor tem um jeito manso que é só seu, que me deixa maluca quando me roça a nuca. E de pousar as coxas entre as minhas coxas quando se deita. O meu amor tem um jeito manso que é só seu de me fazer rodeios, de me beijar os seios, me beijar o ventre e me deixar em brasa. Desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa.
Eu sou sua menina, viu? Meu corpo é testemunha do bem que ela me faz.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Mas (também) por perdermos a hora, perdermos o rumo, por não querer ir embora. E não ir. Por ter enfrentado minha falsa exacerbada pretensão. Pelo bar, que nos implorava: "apaixonem-se".
Hoje, só por sê-lo contigo, encontro-me na lista dos afortunados seres mais felizes do mundo. Porque não há um problema sequer que sobreviva ao teu sorriso, ao teu afago. Faz frio e eu te queria mais perto, cheirar tua nuca e adormecer em teu calor.
Tenho medo dessa felicidade toda.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Bateu a porta sem força, mas o barulho retumbou no peito. Prazer. "Então é assim que sorriem os sádicos", pensou. "Com sangue escorrendo entre os dentes". Sábios. Questão de segundos para mudar a fisionomia e a emoção. De humilhação a prazer. Há de se ser frio para sorrir assim após tomar essa decisão. Pois, com tal escolha, acordaria também o não mais pertencer à sociedade. "A sociedade é que pertence a mim", completou em pensamento, para deixar a frase bonita.
De cidadã comum a psicopata marginalizada. Até as unhas, que até então representavam sua destreza e caráter absurdamente confiável pelo rigor do zelo (era de alinhamento e brilho invejáveis) agora, roídas e pintadas de vermelho, com o esmalte descascando, a expunham como uma vilã barata de minissérie de quinta. Ou uma putinha qualquer.
Foi-se sem trancar a porta. Era o dia da subversão. Guiou calma e sem pressa. Não queria que nada lhe ancorasse no caminho. Entrou sem bater. Já de luvas, pegou o canivete na mesma gaveta de sempre. Encontrou-o dormindo, como esperava. Deu-lhe um beijinho na ponta do nariz para que acordasse tranqüilo. Fez questão de que se olhassem nos olhos. Espetou-lhe a garganta. De longe, pra não se sujar de sangue.
Entrou na padaria vizinha louca por um cigarro e um café.